<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297</id><updated>2012-02-16T03:41:20.103-03:00</updated><title type='text'>Ilusões Cotidianas</title><subtitle type='html'>Espaço para difundir imagens e palavras significantes, tentativas de traduzir por meio das letras o que às vezes pensamos sobre o mundo, sobre os contrastes irresignáveis e sobre as abstrações que contribuem na percepção das coisas.

Ilusões Cotidianas significa nada mais que um grupo de sensações, captadas por esse vivant terceiro-mundista, sem grandes pretensões, mas com grandes sonhos.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>16</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-1070447797077712463</id><published>2011-05-29T22:44:00.002-03:00</published><updated>2011-05-29T22:58:33.042-03:00</updated><title type='text'>Olhos de Fogo / Desilusão</title><content type='html'>Olhos de fogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os olhos de Michel e Adriana cruzaram-se finalmente no Café Budapeste naquele fim de tarde chuvoso típico nos meses de maio, ressabiado pelos gritos da avenida movimentada, barulhenta e parcialmente alagada pela intermitente precipitação. Do lado de dentro, via-se através do vidro já embaçado a dificuldade dos transeuntes ao tentar cruzar a rua, alguns haviam desistido de impedir a enxurrada deixada pelos carros que passavam em maior velocidade e outros se esforçavam para continuar o passo naquela calçada encharcada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A  fumaça saía da cozinha frenética, os passos apressados dos garçons com canetas na boca, na orelha e papéis em todos os bolsos, o constante vai-e-vem de clientes afobados pela loucura do mundo exterior, tudo isso contrastava com a pequena cabina silenciosa que eles escolheram para dividir um capuccino. Lá dentro, no primeiro andar, Michel fulminava os olhos de Adriana como se pusessem fogo em todo o ambiente, como se o calor do café fosse brisa gelada diante daquela temperatura absurda que se transmitia no olhar. Olhos que queimavam o choro sincero de saudade, que clareavam a embriaguez do dia anterior, que viciava o ar e que por ele era viciado. Para ela, ardia naquele olhar o desejo velado, mas febril, de corrupção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles, que costumavam ser inseparáveis no passado, passaram anos sem se ver: Michel, rabugento como ninguém, havia decidido ser roteirista de peças de teatro, talvez para poder transfigurar para a ficção um pouco dos seus dramas e comoções tão imensas e tão urgentes quanto fugazes. Pouco necessário dizer que estava no auge da crise de meia-idade, onde suas manias pareciam cada vez menos necessárias e lógicas. Ela, muito nova ainda – e bem mais nova que ele – tinha acabado de chegar de uma temporada na Arábia Saudita, onde havia sido contratada como engenheira de uma multinacional. Notava-se que ainda estava pouco acostumada com o ar libertino que inspirava aquela cidade, e só de estar diante de sua antiga paixão de adolescência aceitando o risco - pouco provável, a seu ver - de trair seu marido, já vencera uma grande disputa interna que ela havia travado  consigo desde o momento em que chegara de viagem até o dia em que decidiu convidá-lo para esse café.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele lustrava suas conquistas com ar de autoridade, exibia o seu rosto marcado pelo tempo, com a convicção de um sábio, até mesmo chegando a intimidá-la em certos momentos dada a incrível segurança que transparecia de suas palavras e gestos. Ela discriminava seus álbuns e vestidos comprados no exterior, e afirmava que as benesses da burguesia eram “supérfluas”, coisas efêmeras diante da sua recente primavera cultural (como ela gostava de denominar o recente hábito de ampliar seus horizontes artísticos através da fotografia). Mais que isso, ela tentava de toda forma desviar-se daquele olhar fulgurante, daquelas duas fontes negras de calor que em si provocavam uma atração quase irresistível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, Adriana não conseguia suportar sua fragilidade diante daquele homem. Ela se punia por não conseguir parar de tremer ao menor toque da mão do Michel, esbarrões esses exclusivamente acidentais. E não aguentava a ideia de que não seria capaz de dizer um não para ele, por mais esdrúxulo e impossível que fosse o pedido. Suava em bicas a cada penetração daquele olhar de raio laser e tentava desviar seu desejo transparente em notas sobre política e teatro, ao passo em que mostrava para ele suas fotos no deserto, torcendo sempre por outro toque inesperado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Michel parecia sentir falta da companhia de Adriana, mas suas convicções de relacionamentos interpessoais adquiridos dos últimos sete namoros consecutivos fracassados o cegava e o impedia de perceber que a vontade dela era resgatar a jovialidade do passado, quando aqueles olhos podiam derretê-la em uma fração de segundo. Além do mais, estava em uma fase de total abnegação em interesses humanos; aparentemente havia algo que o tirava da realidade, de tão envolvido que estava em suas peças conhecidas por serem sorumbáticas e extremamente cruéis.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Desilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquele momento de intensidade foi interrompido pelo celular dela. Era sua filha que estava esperando na escola, a poucos metros dali. Pediram imediatamente a conta, ela pagou. Ela deu-lhe um cartão com seu número pessoal e combinaram de qualquer dia marcarem outro encontro. Despediram-se.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adriana abriu seu guarda-chuva, saiu do Café Budapeste e foi com cuidado pisando no chão escorregadio até a porta do seu carro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deu tempo de ver pelo vidro quando ele rasgou seu cartão e acendeu um cigarro, cruzando a rua e desaparecendo na esquina à frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-1070447797077712463?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/1070447797077712463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=1070447797077712463' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/1070447797077712463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/1070447797077712463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2011/05/olhos-de-fogo-desilusao.html' title='Olhos de Fogo / Desilusão'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-5698896755993552818</id><published>2011-04-14T18:08:00.004-03:00</published><updated>2011-04-15T20:18:39.403-03:00</updated><title type='text'>Dicas de um velho moribundo.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-oGg4xclUE1o/Tadks3dkYII/AAAAAAAABv0/uOTZwnKNaBQ/s1600/Europa%2B-%2BMarrocos%2B117.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-oGg4xclUE1o/Tadks3dkYII/AAAAAAAABv0/uOTZwnKNaBQ/s320/Europa%2B-%2BMarrocos%2B117.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5595551783996121218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que pode ser escrito daqui a duas décadas, ou há duas horas atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica número 1:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Euforia é uma coisa asquerosa para quem a vê de fora.&lt;br /&gt;Nada mais chato do que uma vida de poucos fracassos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica número 2:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brinde à grande ilusão do amor.&lt;br /&gt;Outro brinde aos que já se embriagam de ilusão.&lt;br /&gt;Ofereço aos tolos que procuram o eu no outro.&lt;br /&gt;E aos que não suportam a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica número 3:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esnobe com dinheiro mas nao esnobe com amor.&lt;br /&gt;Nós, não amantes, não precisamos saber do seu amor.&lt;br /&gt;Isso só nos torna mais resignados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dica número 4:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tire esse sorriso do meu caminho&lt;br /&gt;Porque sim.&lt;br /&gt;Tire o seu caminho do meu sorriso&lt;br /&gt;Por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sonho demais, esperança demais, vontade demais&lt;br /&gt;E há também a coragem que nos falta.&lt;br /&gt;A hipocrisia que nos cerca.&lt;br /&gt;E a mentira que nos mata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac N&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-5698896755993552818?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/5698896755993552818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=5698896755993552818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/5698896755993552818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/5698896755993552818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2011/04/dicas-de-um-velho-moribundo.html' title='Dicas de um velho moribundo.'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oGg4xclUE1o/Tadks3dkYII/AAAAAAAABv0/uOTZwnKNaBQ/s72-c/Europa%2B-%2BMarrocos%2B117.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-45808527900835575</id><published>2011-04-14T17:35:00.001-03:00</published><updated>2011-04-14T17:44:16.989-03:00</updated><title type='text'>Estou escrevendo. Passe amanhã</title><content type='html'>Beleza na tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podíamos propor um trato com a natureza. De tempos em tempos ela colocaria uma provação aos homens para que eles se lembrassem da sua infinita e incomunal pequenez. Seria belo senão trágico; se já não fosse verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob um ponto de vista conceitual esquema-intelecto, o homem é o menor ser humano que existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, considerando que o mundo está lotado de pessoas pequenas, concluo que quero morrer cedo; é tempo demais para se perder com pessoas de menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está é a minha bravata. &lt;br /&gt;O meu arroubo de ira.&lt;br /&gt;O meu verso sabor de fel.&lt;br /&gt;A verdade que também é uma mentira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac N&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-45808527900835575?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/45808527900835575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=45808527900835575' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/45808527900835575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/45808527900835575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2011/04/estou-escrevendo-passe-amanha.html' title='Estou escrevendo. Passe amanhã'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-528957870591589105</id><published>2011-02-16T12:41:00.000-03:00</published><updated>2011-02-16T12:44:13.152-03:00</updated><title type='text'>Doce de coração amargo.</title><content type='html'> Uma dose de descontente&lt;br /&gt;Alguns punhados de dor&lt;br /&gt;Desejo mexido e estralado&lt;br /&gt;Faço meu próprio desamor&lt;br /&gt;(Com cheiro de passado)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Bons sonhos são bem vindos&lt;br /&gt;Em noites de pouco e raro sono&lt;br /&gt;Requentar memórias e sinestesias&lt;br /&gt;Em dias de ilusão e desengano&lt;br /&gt;(Com sabor de alegria)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Extraindo poesia da amargura&lt;br /&gt;Agrura, azia, avarias&lt;br /&gt;Tornando-as em amarula&lt;br /&gt;Azuis, Amarelas, aquarelas&lt;br /&gt;(De texturas variadas)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É como a receita começa e acaba&lt;br /&gt;É como se adoece, sem afago&lt;br /&gt;O açúcar pode não fazer bem&lt;br /&gt;Mas faz doce de coração amargo&lt;br /&gt;(Ao som de Belle e Sebastian)&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isaac N&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-528957870591589105?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/528957870591589105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=528957870591589105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/528957870591589105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/528957870591589105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2011/02/doce-de-coracao-amargo.html' title='Doce de coração amargo.'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-8525608945739887026</id><published>2010-11-14T13:49:00.002-03:00</published><updated>2010-11-14T14:00:17.375-03:00</updated><title type='text'>Aridez Parte 1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_SAbGDazS9Zg/TOAUjSxl-AI/AAAAAAAAA4Q/5s-BOygWvCs/s1600/Quixabeirinha%2B4.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_SAbGDazS9Zg/TOAUjSxl-AI/AAAAAAAAA4Q/5s-BOygWvCs/s320/Quixabeirinha%2B4.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5539450138233534466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;A aridez chegara com força no lugar. O verde-azul, ora piscina, ora oceano, que tinha esse olho d'água, na beira da serrinha, estava cor de mel, de barro. Em certos momentos, diziam ser certeza encontrá-lo acinzentado e com um cheiro insuportável.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;O chão estava seco, o céu mudo, o vento não corria. Os únicos assobios que se ouvem de lá são dos bichos que alguém esquecera de levar quando abandonou por completo aquela sequidão. E esses assobios são silenciosos, possivelmente frutos de um delírio de quem lá ainda insiste em por os pés, sem tomar as devidas precauções.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Era um vale pequeno, devia ter uns três quilômetros de extensão de terra seca e solta. Ficava entre duas montanhas – rochas com matiz de osso – com formas de coxas magras de ave, cada uma delas com um tronco seco no topo, com tantas peles de cobra quanto a imaginação pudesse alcançar. O tronco do rochedo da esquerda era envergado como uma coluna. Era marrom, tinha ovos de cobra em um furo grande na sua base. O tronco do rochedo da direita era reto e com uma forquilha na ponta, sobre o qual havia sido posto um outro pedaço de madeira preta na transversal, formando uma espécie de cruz torta que servia na verdade de farol para o intrépido – e perdido – viajante que porventura um dia decidisse bandeirar por aquelas direções.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;A rocha não tinha só cor de osso, mas também tinha esse gosto de coisa cinza. Talvez essa sinestesia seja fruto da completa falta de criatividade da natureza, acabando por confundir os desavisados sem esperança. Era evidente o sinal de “dê a volta” naquele lugar; dali não sairia mais que dores.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;O único que ainda vivia no vale, em uma casa de taipa coberta com palha de coco à beira do olho d'água – com uma espingarda na porta – era o solitário seu Egu, nome que ele mesmo havia inventado, pois não lembrava de ter tido outro dado por alguém. Egu era homem da terra, sem pai, mãe ou deus que o criasse, sempre viveu ali comendo cacto sem tirar os espinhos, sugando o resto de vida que mal dava para manter a sua própria. Alguém mais desavisado certamente o confundiria com uma estátua de mau gosto e maldade; pernas finas, olhar perdido e centrado, boca murcha, trinta e duas cavidades de dente na boca, um chapeu panamá que havia chegado voando, sujo, com uma mancha de sangue amarelada e um furo enorme na lateral.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Carrancudo, orgulhoso, negro como a manhã e branco como a noite, Egu não sabia distinguir o que era verdade e o que era mentira. Às vezes ele tinha nas mãos o seu chapeu e ficava estático olhando para o furo. Em seus olhos via-se a imaginação de um pretérito mais que imperfeito. Restara sozinho por culpa própria e viver da imagem misturada do passado era um consolo. Esse passado latente e recente o atormentava e o alimentava, enquanto a poeira manchava sua face com sulcos de lágrimas amarelas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;A solidão o conformava, para ser honesto. Ou melhor, ele se conformava com a solidão honesta. Se o perguntassem, contestaria: “honestamente, um solitário não se conforma com a solidão”. Enredos e palavras trocados à parte, o fato é que o sol era quente e castigava.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Continua...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-8525608945739887026?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/8525608945739887026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=8525608945739887026' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/8525608945739887026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/8525608945739887026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2010/11/aridez-parte-1.html' title='Aridez Parte 1'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_SAbGDazS9Zg/TOAUjSxl-AI/AAAAAAAAA4Q/5s-BOygWvCs/s72-c/Quixabeirinha%2B4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-5238049024230229257</id><published>2010-10-08T01:02:00.003-03:00</published><updated>2010-10-08T01:09:23.337-03:00</updated><title type='text'>Do tempo perdido e achado.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_SAbGDazS9Zg/TK6ZB5fQLHI/AAAAAAAAArA/IhoPtfwpw_4/s1600/reloj.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_SAbGDazS9Zg/TK6ZB5fQLHI/AAAAAAAAArA/IhoPtfwpw_4/s320/reloj.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5525522050721000562" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;- Querendo que o amanhã fosse hoje é como meu tempo se esvai. Externou o escritor antes de apagar a luz e recolher seus objetos. Quando saia da oficina escutou murmúrios e gemidos. Ora, o que seria aquilo? Era tarde, e seus olhos já estavam mais cansados que seus pés. Resolveu voltar para conferir o murmúrio e tamanho foi o espanto quando ouviu: - Ei, como assim, aí desse lado o tempo passa rápido? Perguntava o papel. Sim, o papel, ao escritor que, com certo susto, mas intrigado pela espantosa expressividade da coisa morta, afirmou: - Um ano por aqui tá custando em média 365 dias. E Continuou: - São 365 prestações, pagas em dolorosas parcelas, que às vezes repetem-se dependendo do tédio do cliente.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;A superfície que vinha sendo costurada por aquelas linhas grossas e bem desenhadas exclamou com certo desgosto: - É que esse mesmo ano, que eu não sei se é mais curto, bonito ou barato em outros lugares, pois daqui nunca saí, nasceu já com a vontade de se espreguiçar, de se amontoar por sobre os outros. Naquele sua fatídica primeira alvorada, ele certamente olhou para seus amigos que já estavam nos meus livros de história e... Quando o escritor o interrompeu: - Espera, você está dizendo que o tempo aí não é o mesmo daqui?&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;- Sim! Digo, não! Claro que não! O tempo é pueril pra você que julga estar perpetuando suas ideias em mim. Enquanto isso eu tenho que aguentar o mesmo toque, a mesma marcha, e o pior, a mesma história durante minha vida longa e, ao mesmo tempo, efêmera. Falou com tom vigoroso o papel. E seguiu: - Sabe aquele dia em que você esteve prestes a enlouquecer por causa da Juliana? Então, eu ainda carrego comigo aquele discurso chato. “Eu não sinto minhas pernas sem seu chão, eu não respiro mais sem seu ar...” Ah, eu ainda estou enojado com o pus que saiu daquela ferida. E aquele outro dia em que você...&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;O escritor levantou-se com raiva e fechou abruptamente o bloco que tinha às mãos. - Ah, que dane-se tu, infame. Tu só existes para e pelo meu divertimento. Eu só te tolero porque não busco respostas tuas, apenas ouve calado e transforma meu pensamento em memória. Não pense que és mais que isso! Meus dias são seus dias, e meu passado é só meu, se eu te contei é porque não preciso de sua confiança. Exclamou.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Pegou um copo d'água, uma taça de vinho, acendeu um cigarro, pigarreou um pouco e pensou: - O que ele quis dizer com “tempo pueril”? Será que o tempo do livro, o tempo da escrita é o tempo do passado, e quem será o tempo do futuro?&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Divagou por horas a fio. Esperou a hora da madrugada virar hora do dia sem deixar-se tomar pela curiosidade de dialogar com o papel mais uma vez.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Até que após o dia esquentar e ele perceber que havia começado a esquecer suas ideias, não resistiu e abriu o bloco, e notou algo estranho: curiosamente ele estava em branco. Temeu por sua segurança, pois tinha certeza que já havia transformado aquele objeto. Sabia que sua interferência havia dado característica própria ao papel, à escrita.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Começou a revirar seus trabalhos antigos e estavam todos em branco. Tudo havia se apagado, não sobrara sequer os números de seus amores escritos no canto da bagunçada agenda. Procurou saber quantos cigarros havia fumado, quantas taças de vinho havia tomado e realizou que não estava bêbado.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;- Que horas são agora? Que tempo é esse que eu estou? Quantos dias faltam pra hoje? Eu não sou ninguém sem minha memória. Exclamou.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;O papel sorriu enquanto ele tentava lembrar da Juliana e do pus da ferida ainda aberta. E sorriu mais ainda quando o autor amargurava a perda do seu tratado tão elogiado e do qual tanto se orgulhara sobre literatura latino-americana.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;- Merda, eu me maldigo á morte. Raios caiam sobre mim, sobre meu tempo que de nada agora vale, pois de nada sei sem minha alma no papel. Ecoou naquela oficina suja seu grito de desespero. Continuou: - Que meus medos voltem ao limbo e que meus traumas vão ao purgatório. Porque eu mesmo já estou completamente no inferno, no meu inferno.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;O papel, faceiro, como que num passe de mágica e num lance de sorte olhou para seu mestre atordoado e disse: - Não se exalte, meu caro. Seu tempo é sua história. O que você escreveu em mim faz parte da minha eternidade frente à sua existência quase imperceptível. Faz parte da memória de quem me leu, e não só da tua.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Esperou o homem curvo virar-se espantado ao seu clamor e prosseguiu: - Tu és inegavelmente fruto da sua vivência e eu sou apenas o produto da vivência que você disse ter. Nunca serei verdade, e também nunca serei mentira, mas serei seu estigma e seu dote; seu dom e sua mazela; sua memória e, ao mesmo tempo, a memória dos homens que me lerem. Viva o hoje que eu trato de viver o ontem.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;Sem crer na insanidade da situação da qual estava diante, o homem correu. Correu para a rua e no caminho caiu batendo com a cabeça sobre uma pedra exposta. Eram letras espalhadas pelo chão e escorrendo pelo seu rosto.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;No chão ficou escrito: “Querendo que o amanhã fosse hoje é como meu tempo se esvai”.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR" class="western" style="text-align: justify;margin-bottom: 0cm; "&gt;E então dormiu, no seu tempo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-5238049024230229257?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/5238049024230229257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=5238049024230229257' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/5238049024230229257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/5238049024230229257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2010/10/do-tempo-perdido-e-achado.html' title='Do tempo perdido e achado.'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_SAbGDazS9Zg/TK6ZB5fQLHI/AAAAAAAAArA/IhoPtfwpw_4/s72-c/reloj.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-2695440025326838716</id><published>2010-07-14T00:06:00.003-03:00</published><updated>2010-07-14T00:33:51.970-03:00</updated><title type='text'>Exceção</title><content type='html'>Você é a exceção de toda a maldade&lt;div&gt;De toda a tristeza, de todos os males&lt;/div&gt;&lt;div&gt;De todos os vícios, é o que eu mais quero&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O ópio que eu preciso, que eu mais espero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você me faz crer em mim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E é só porque eu creio em você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mesmo quando não encontro meu caminho&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você me mostra, você me vê.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu vejo meu medo, mas você vê minha força&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Se alguém nos juntou é porque não sabia&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que você é o vento, é o tempo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E temporal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O claro no escuro, o calor no frio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É meu carnaval&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a história que eu mais quero ouvir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a tristeza que não quero ter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a minha vaidade, é o meu ser&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Você é a exceção das poesias dolorosas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Da morte anunciada no nascimento&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Exceção a todo o tempo,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No bater acelerado do meu coração&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando você está por perto&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo está claro e certo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;No nosso jogo não tem perdedor&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tem nunca derrotas&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nem tampouco empates&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando você dorme eu vejo seu sorriso&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E eu sei que você vê o meu&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tudo isso porque eu sei&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Que você é o vento, é o tempo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E temporal&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O claro no escuro, o calor no frio&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É meu carnaval&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a história que eu mais quero ouvir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a tristeza que não quero ter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a minha vaidade, é o meu ser&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu quero que essa calma nunca se vá&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu digo isso porque eu já vivi sem você&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por mais que eu não lembre&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois parece que nada existia antes&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não me acorde&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Deixe-me nesse sonho de alegria&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I know this joy is only mine&lt;/div&gt;&lt;div&gt;And the pain will never come&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As long as you're here&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As long as I'm dreaming&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Don't never wake me&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cause I'll die if I know this aint true&lt;/div&gt;&lt;div&gt;I'd rather never know&lt;/div&gt;&lt;div&gt;If it's really you.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Pois você é&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;É a história que eu mais quero ouvir&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E a tristeza que não quero ter&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a minha vaidade, é o meu ser&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-2695440025326838716?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/2695440025326838716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=2695440025326838716' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/2695440025326838716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/2695440025326838716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2010/07/excecao.html' title='Exceção'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' 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lembrando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você chegou aqui assim?&lt;br /&gt;O que você queria de mim?&lt;br /&gt;Quase não lembro o dia em que você me parou na estação.&lt;br /&gt;Estava tão claro, calmo, e de repente se fez furacão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um frio, um calafrio&lt;br /&gt;Perdi a aposta. Dias de derrotas.&lt;br /&gt;Minhas viagens e passagens e bilhetes&lt;br /&gt;Não me dão entrada em nenhum lugar&lt;br /&gt;Exceto a solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seus olhos e bocas e línguas&lt;br /&gt;Suas falas e beijos e gestos ordenados&lt;br /&gt;Seus apegos e desejos e dedos cruzados&lt;br /&gt;Seus movimentos na lua crescente&lt;br /&gt;De um céu azul desbotado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você chegou aqui assim?&lt;br /&gt;O que você queria de mim?&lt;br /&gt;Quase não lembro o dia em que você me parou na estação.&lt;br /&gt;Estava tão claro, calmo, e de repente se fez furacão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a poesia se congela no mesmo instante&lt;br /&gt;Em que você me deixa sublime e me deixa.&lt;br /&gt;Você que me faz presença e faz falta.&lt;br /&gt;Vai buscar outro cigarro, outro otário.&lt;br /&gt;Outro que lhe deixe dinheiro na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não devia ter você hoje.&lt;br /&gt;Você precisava não voltar&lt;br /&gt;Mas eu nunca cumpri com meus deveres.&lt;br /&gt;E você nunca foi de precisar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="  border-collapse: collapse; font-family:arial, sans-serif;font-size:13px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:georgia;"&gt;Isaac N&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-2383873536908577206?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/2383873536908577206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=2383873536908577206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/2383873536908577206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/2383873536908577206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2010/06/quase-nao-lembro-o-dia-em-que-voce-me.html' title='Quase não lembro o dia em que você me parou na estação.'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-7279334922426775588</id><published>2010-06-28T23:21:00.002-03:00</published><updated>2010-06-28T23:23:57.040-03:00</updated><title type='text'>Amor e(m) Guerra</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Amo você não é de hoje. Não é de ontem, nem de anteontem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tenho a sensação de que esse amor já vinha sendo criado desde o começo dos tempos, e vinha flutuando no espaço, no mar, se arrastando no vento. Vinha sendo saboreado pelos outros quando o cheiro da chuva invadia a rua deserta e a terra seca do sertão. Ele já foi provado pelo degustador de vinhos mais exigente, que no seu momento de êxtase invocava o divino para proclamar a criação de Baco. Já foi sentido pelo mais fiel dos crentes e pelo mais infiel dos ateus.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse amor veio de trem junto com o poeta mais romântico. Ele foi com certeza a inspiração de Baudelaire. Ele estava nos dedos de Beethoven e na voz de John Lennon. Ele estava lá, não duvide.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele já provocou guerras, ele já separou nações. Ele costumava fazer loucuras nas mãos de sãos e de deixar mais insanos ainda os doentes mentais, tudo para provar que seus caprichos e vontades eram ilimitados. Ah, seus devaneios. Eu sei que ele gosta de sangrar, de fazer sentir volúpia , de derramar-se e transformar-se em carne trêmula. Eu sei que ele cheira a suor, e que tem gosto de sal, mas que pode ser mais amargo que terra, que pólvora. Sei que sua lâmina afiada perfura qualquer corpo, esteja vivo ou esteja morto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Esse mesmo amor aguerrido, lutador, pioneiro. Ele mesmo. Ele que é ente, que está a mercê de nossa própria ignorância, ele que me fez te amar. Ele que é arriscado. Que está riscado no papel parede da minha casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Ele é você, que me deixa te amar, em meio a esse encontro inusitado de almas, bem no estilo rosa e cravo. Garanto que vou mirar e atirar com todo o prazer. Seja &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;paz ou na guerra, não esqueça do perigo que ele traz, e no estrago que ele faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Isaac N&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-7279334922426775588?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/7279334922426775588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=7279334922426775588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/7279334922426775588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/7279334922426775588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2010/06/amor-em-guerra.html' title='Amor e(m) Guerra'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-2864759776957266364</id><published>2010-06-19T12:31:00.001-03:00</published><updated>2010-06-19T15:18:56.505-03:00</updated><title type='text'>Feito In Memorian (FIM)</title><content type='html'>&lt;div&gt;Tu que és produto do imaginário,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não és físico, nem metafísico,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É, pois, paradoxal em sua essência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A linguagem lhe dá forma, cadência,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;quando nos faz sombra ainda no claro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;As suas portas se fecharam.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os seus armários estão vazios.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que viestes tão sóbrio?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que não me deixas teu ópio?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por que tuas janelas se quebraram?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu que devo seguir teu prelúdio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu que devo amar os teus desfechos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tu que és irritantemente monofônico&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu que estou irritantemente atônito&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Aceito tudo que me trouxer proveitos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este é o início do seu legado&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estagnado, opaco e resignado,&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Frio, dark, amargo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Branco em preto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não tenhas dúvida que te recordarei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Certamente te idolatrarei.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje só quero olvidar-te.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Hoje não quero nunca amar-te.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Irei desatar os teus laços&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Enquanto encobrirás meus erros.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Vestirei-me de branco, sem medo&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E serei teu filho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tua prole, a mais insegura.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Este futuro, o mais valioso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Estou diante do teu machado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E já aceitei a tua sentença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Finalize-me.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;#Ao meu amigo PC, que os fins não sejam amargos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-2864759776957266364?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/2864759776957266364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=2864759776957266364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/2864759776957266364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/2864759776957266364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2010/06/feito-in-memorian-fim.html' title='Feito In Memorian (FIM)'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-6130977393427382816</id><published>2008-03-18T01:48:00.000-03:00</published><updated>2008-03-18T01:49:17.399-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu só quero vida real. Só preciso de um fio condutor, de um meio mais ou menos hermético, de um peso e uma medida e de ar pra engolir, mastigar e cuspir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou a procura de emoções. Meus ouvidos não achei no lixo, ainda que a alma por lá caminhe, procurando o que comer. Ela não foi comprada, nem roubada; já não posso dizer o mesmo do resto, escárnio do universo, espelho convexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As boas velhas e as velhas boas não me saciam mais. Não têm fundação, capacidade nem substância que as integre. São bolhas esparsas e espessas, flutuando sobre o coletivo, e eu prefiro o singular. Desculpem-me, mas não tenho interesse em plurais de indivíduos, e sim em indivíduos plurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser me ensinar a cantar, por favor entenda, que se eu quiser chorar, e se eu quiser correr, e se eu quiser morrer, só preciso de uma nota: de música ou de falecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-6130977393427382816?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/6130977393427382816/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=6130977393427382816' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/6130977393427382816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/6130977393427382816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2008/03/eu-s-quero-vida-real.html' title=''/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-7756382788467714812</id><published>2007-09-15T00:28:00.000-03:00</published><updated>2007-09-15T00:30:50.264-03:00</updated><title type='text'>O FIM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Então tá, é o fim. É o fim, e o mundo se pôs no lugar do sol, que insiste em colorir o que pra mim só parece ser cinza e branco. Insiste em deixar sua luz n'aquele quarto que um dia dividimos, naquela cadeira onde eu lia seus livros de Dostoievski e seus romances de Jorge Amado, e suas revistas de gente fútil, mas que demonstravam ter mais personalidade que um dia sonharei em ter na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora? O que eu faço com aquela viagem do ano que vem pra Itália? Quem vai brigar comigo na gôndola enquanto eu esguicho água suja na sua cara? Quem vai me dar a caixa de chocolates recheada de flores feitas com os bombons que você comeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com quem eu vou discutir, morrer de brigar, achando que Bentinho era um corno e Capitu uma p., enquanto você acha que uma coisa não tem nada que ver com a outra?Só me resta então, esmurrar o travesseiro, encharcá-lo de tristeza, mergulhar no abismo do lençol, enfrentar as feras que aparecem na tv, sorrindo triunfantes nos seus carros de luxo e suas vidas de mentira. Aí eu vou acordar amanhã, e o verde já conseguirei captar com meus olhos, embora seja o mesmo verde dos teus olhos. E depois de amanhã eu irei perceber o azul, embora seja o mesmo azul do seu vestido preferido. E semana que vem, já até terei um sorriso sincero, um ou dois números discados no telefone, e as pessoas da tv já não parecerão assim tão idiotas, até porque eles foram meus melhores amigos essa semana.Pois é, vida, você ganhou e eu perdi. Doravante só juntarei os cacos se você me disser que eu serei idiota suficiente pra viver isso tudo de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, como é bom o fim. E quem disse que não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac N&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-7756382788467714812?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/7756382788467714812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=7756382788467714812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/7756382788467714812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/7756382788467714812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2007/09/o-fim.html' title='O FIM'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-1215862914089856270</id><published>2007-09-10T15:46:00.000-03:00</published><updated>2007-09-10T15:47:42.985-03:00</updated><title type='text'>LINHA FÉRIAS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O som da buzina é irritante, enjoado e agoniante. É praticamente uma dor de cabeça que não se acaba, que teima em aquecer os miolos na medida em que os trilhos vão passando, em que o horizonte vai sendo invadido, tal qual Napoleão quando invadira a gelada Rússia, pela sonora – ruidosa – máquina ferril. Lá dentro estão os maiores responsáveis pelo funcionamento de tudo que a gente mais precisa, mas que muitas vezes nem imaginamos como se opera. Um dia, por exemplo, uma discussão sobre os computadores e suas operações desconcertantes provocou uma certa dissonância no ambiente pré-acadêmico urbanizado e socialístico – que nada mais é do que a mesa de bar – quando chegaram à conclusão que nem mesmo o mais renomado cientista conseguiria montar um espécime, nem mesmo um mísero protótipo, mesmo com todos os seus conhecimentos científicos especializados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O responsável pelo barulho monofônico, aquela máquina robusta, cuja moral e imponência desafia toda e qualquer forma viva e não viva, movente ou não, e cuja potência contradiz com sua enorme sujeira e descuido, é o meio por onde caminham e transitam os mais nobres operários do conforto alheio, tão sujos e descuidados quanto o próprio veículo que os transporta. São os construtores das casas, dos prédios e escolas que, como diria o pseudopoeta-anarquista, depois de prontos, não podem sequer passar sobre suas calçadas, são os montadores de carros que não têm carros, são os comerciantes descapitalizados, são as alquimistas do sexo, os alquimistas das substâncias ilícitas que todos tanto buscam, os marginais (sim, os marginais, afinal se não fosse por suas reles, infames e desvairadas existências, de que serviriam os polícias?), os pedintes que limpam e riscam carros. Se fosse transformar esse enredo em uma linguagem figurativa, sem querer usar eufemismos bobos e indiretos, compararia a situação ao sistema digestivo da sociedade. Respondem pela alimentação, pela transformação, mas no fim, e ainda de acordo com Rita Lee, tudo vira bosta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aí vem o ruído e quebra a concentração. Droga, onde é que eu parei? Será que foi na parte que via o menino do lado de fora a comer terra ou foi no senhor do lado de dentro que queria nem que fosse terra pra comer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, o destino era o campo verde, o lugar bonito, o desconhecido tão conhecido. Era o lugar fincado no meio de um canavial, ainda que, na minha cabeça, eu só visse o mato alto engolindo a cidade. Nesses tempos de bio-sei-lá-o-quê, do eco-não-lhe-interessa e do meio-já-é-tarde-demais-ambiente, aquilo lá parecia mais um sítio intocado. A buzina do trem das quatro chegando agita a cidade inteira: vai lá Joana, chegaram os pescadores, vê se tem algum bom pra janta, e você também Maria, vai ajudar teu pai a carregar o isopor do picolé que ele tá cansado! É o acontecimento mais festejado e mais sonoro do dia. É uma alegria tão visceral, tão crua, que não consegui encontrar comparações palpáveis. Mas certo estive que a buzina, mesmo de longe, já provocava as emoções tão cruas quanto aqueles pães assando na padaria, bem perto da linha do trem e que de longe eu já sentia o cheiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isaac N&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-1215862914089856270?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/1215862914089856270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=1215862914089856270' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/1215862914089856270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/1215862914089856270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2007/09/linha-frias.html' title='LINHA FÉRIAS'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-6751272421257503492</id><published>2007-09-09T15:00:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T15:01:18.705-03:00</updated><title type='text'>DIAS DE INDECISÃO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;E o telefone tocou. “Atende, menino, a essa hora só pode ser algo muito importante”, gritava a mãe lá da cozinha, donde exalavam os mais variados cheiros e desgostos, logo ao ouvir o tilintar do aparelho. Àquela hora nem os galos haviam acordado, ou melhor, nem as galinhas haviam deixado os galos acordarem. E o telefone tocava, esse não dormia, não dorme, só acorda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O garoto e sua curiosidade resolvem, então, acionar o dispositivo, que irá conecta-lo ao mundo através do ouvido. E esta máquina, que é o aparelho auditivo, cujo tímpano ao vibrar, provoca ondas que o nervo capta e emite as informações coletadas à massa cinzenta, a mesma massa responsável também por interpretar a voz do interlocutor e transforma-la em sinais que o menino consiga entender, entender tão bem que desencadeia aquela lágrima descendo pelo olho esquerdo, mais uma e outra vez, após todo esse ciclo ser completado e descontinuado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Olha, você não sabe o quanto eu te quero bem, você não sabe o quanto eu sou frágil, e forte”. “Vem cá, eu fiz porque quis, me desculpa, mas agora é assim, você me perdoa?”. “Ora, não faça tanto drama, quantas vezes já não abri mão de fazer o que eu quero pelo que você quer?”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente pensou nos animais livres nos campos, a correr e gritar do jeito que bem entendessem, a pular, relinchar, zombar, trotar, se esconder, acasalar e dormir e o quanto eles estavam preocupados com o futuro da espécie em face do aquecimento global que suas flatulências provocam, ou em quanto eles não se aborreciam quando a leoa mais famosa da selva havia sido flagrada traindo o companheiro, em meio a um bacanal regado a antílopes e besouros chamuscados. E pensou também em quanto o universo é grande e ele pequeno, ínfimo, insignificante, em quantos milhões de quilômetros o separava da lua que ele fingia que tocava com o dedo todas as noites em que ele estava acompanhado, e na fragilidade da vida em comparação à iminência do imenso asteróide a cruzar o céu e deixar o seu rastro de pós-tudo e pós-qualquer-coisa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agir numa hora dessas, com um fardo enorme nas costas, e com o aroma do almoço espalhado por toda a casa enquanto o rádio toca músicas alegres para acordar a trupe trabalhadora, é realmente difícil para o garoto que só sonha em resolver seus problemas. Só sonha em um dia olhar cara a cara e dizer tudo que está entalado na garganta, mas que a língua não deixa falar. Ele lembra que até fez isso uma vez quando seu pai lhe ameaçou de cobrir-lhe de tapas, mas agora é diferente, ele quer aquilo pra si, só não sabe como fazer para tê-lo. Ele quer ser coberto de pancadas, ele quer achar que aquilo que ouviu ao telefone não tem nada a ver com as reações químicas que envolvem o cérebro e hormônios, ele tem certeza – e quer ter certeza – que é só o coração que está doendo e reclamando. Esse coração de papel reciclado, que ora bate conforme a carroça, ora bate conforme o carro de corrida ultra-rápido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O infante, então, enxugou o líquido salgado que teimava em escorrer dos olhos, engoliu o choro, sentou-se à mesa da cozinha, perguntou à mãe uma ou duas coisas, e esperou acabar o grande prêmio que estava acontecendo dentro de si. Quem ganhou? Na verdade, nem ele sabe. Nem irá saber.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isaac N&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-6751272421257503492?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/6751272421257503492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=6751272421257503492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/6751272421257503492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/6751272421257503492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2007/09/dias-de-indeciso.html' title='DIAS DE INDECISÃO'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-4486891563041357659</id><published>2007-09-08T20:59:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T15:01:47.996-03:00</updated><title type='text'>CARACÓIS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Concordo com uma frase que ouvi dia desses e dizia: de tão diferentes, somos todos iguais. Não, não eram engenheiros, nem arquitetos, nem professores, na verdade, muitos deles não tinham instrução qualquer. Não, também não sabiam que haviam meus olhos inquisitores e tomados de um centrismo quiçá intelectual – mas que na verdade eram apenas os da indiferença, assustados com o vistoso choque da realidade – sobre eles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Era uma noite qualquer, em um lugar qualquer, só eu que não percebia a mesmice da situação que estava tomando forma e a mim se apresentando; ali era o lugar onde todos os gatos eram pardos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não conseguiria nunca imaginar quantas gramas de creme muscoso tinham sido usadas sobre cada uma daquelas cabeças morenas, dos caracóis que Caetano tanto já cantou, cujos corpos pareciam exalar todos o mesmo cheiro, mas não a mesma sensualidade. Havia gordas, magras, altas gordas, altas magras, baixas de todo o tipo e indicação, fosse pela estatura ou pelo modo como requebravam suas pélvis em um furor incessante que tenho certeza havia sido despertado pelos genes savanos da mãe África.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Seus rostos, todavia, já não abalizavam tantos comentários que eu pudesse deter-me em mais que algumas palavras. Não sei se era só para mim ou se também para os outros congêneres que ali estavam a me acompanhar naquela odisséia diluvial que aquelas moças certamente não haviam sido dotadas pela mãe natureza do que os cristãos ocidentais modernistas chamam de beleza física. Mas, afinal, o que é beleza? Seria um conceito individual ou coletivo? Se for coletivo, desfeitas estão, desde já, as teorias evolucionistas biológicas burguesistas idiotistas tão aclamadas pelos senhores com suas peles de água sanitária e suas cabeças de água oxigenadas que vivem em seus contos de fadas cujo maior mal-estar é a oscilação da bolsa de desvalores. Esses não sabem o que é a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já o som que dali saia é, para mim, fonte de controvérsias e discussões internas das quais até hoje não me desvencilhei. Os intérpretes eram todos rapazes bem-vestidos, barba-feita e sobrancelha também. Talvez fossem os professores que faltavam naquele lugar, talvez fossem os citados engenheiros, ou os vetustos arautos da informação racional, secular e não sadia do novo século, afinal, tal era a desenvoltura com suas vozes e as melodias nunca harmônicas de suas letras vulgares, que só poderia considerar aquilo no mínimo de “inovador”. Um médico ou qualquer profissional da saúde que por ali passasse iria cair em travalíngua de tantos e tão variados nomes técnicos que poderiam ser substituídos pelas vulgaridades das músicas. “Faça movimentos no quadril que eu quero praticar sexo interfemural com você” ou “se você quiser realizar penetração no meu aparelho vaginal, tem que me conquistar direito” dentre outros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, por falar em travalíngua, não havia melhor descrição para o movimento coletivo que tinha se intensificado com o passar do tempo. Era língua pra cá, língua pra lá, pra dentro e pra fora. A essa hora o aroma do suor já invadira minhas narinas, o álcool já havia transformado aquele chão de terra batida em um formidável salão, as cadeiras de plástico quebradas passavam desapercebidas, os acordes monótonos do teclado já eram comparáveis aos solos da guitarra que tanto gosto e as vozes gasguitas e malabarísticas dos cantadores – isso, cantadores mesmo – já eram mais afinadas que os lendários vocais de Freddie Mercury. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em um momento, senti-me em casa e consegui perceber o motivo daquilo tudo, afinal, quem era ridículo não era a moça sorridente que me acompanhara até em casa para fins excusos, nem a senhora que vendia cigarro perto do recinto com suas três crianças ao lado às quatro da manhã, muito menos a rodinha de jovens que se aglomerava ao redor de uma garrafa de aguardente a fazer barulho e a gozar a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Eu era o cego, o pior destes, o que não queria ver. O que pôs a lente criada por aqueles que dominam a cultura, mas que não se atreveriam nunca a freqüentar aquela que, certamente, foi a melhor experiência e definição de povo que já tive.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Então dormi contente, meio mareado, ainda que um pouco incomodado, pois no outro dia sabia que iria acordar ao lado daquele mesmo povo, ou de parte dele, junto aos cabelos encaracolados e de perfume comum, e talvez minha visão fosse outra, ou não. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Isaac N&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-4486891563041357659?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/4486891563041357659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=4486891563041357659' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/4486891563041357659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/4486891563041357659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2007/09/caracis.html' title='CARACÓIS'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-125914515776549297.post-5449097186975015101</id><published>2007-09-08T20:39:00.000-03:00</published><updated>2007-09-08T20:46:34.656-03:00</updated><title type='text'>Primeira vez é sempre igual... e diferente</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assim como todo iniciante, calouro, bicho, zé-mané de pouco contato com as coisas novas, tenho minhas incertezas sobre a vida (quem não tem??) e sobre a maneira como costumamos enfrentar a realidade que se nos apresenta todo santo - e não-santo e dessanto e sem-santo também - dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje inicio mais um (mais um, mais um, mais um) dentre tantos outros blogs que devem abordar a mesma temática e que, pelo jeito que sou, ainda vou descobrir e, se possível, melhorar com as descobertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isso, mãos na massa e no teclado, e mentes abertas para captar as experiências simplistas, mas não simples, do dia-a-dia que se passa ao nosso redor, do meu, do seu, de quem quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isaac N &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/125914515776549297-5449097186975015101?l=ilusoescotidianas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/feeds/5449097186975015101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=125914515776549297&amp;postID=5449097186975015101' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/5449097186975015101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/125914515776549297/posts/default/5449097186975015101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ilusoescotidianas.blogspot.com/2007/09/primeira-vez-sempre-igual-e-diferente.html' title='Primeira vez é sempre igual... e diferente'/><author><name>Ilusões Cotidianas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08516199342545721063</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/-dHUhq2U5kYU/TwpQ5LbC9tI/AAAAAAAAEEY/22UkPAmXoS0/s220/1498578317_3e9d22e0bb%2B015_O.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
